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sábado, 4 de junho de 2011

A Importância dos cães para as Crianças do Expectro Autista



É desde há muito conhecida a importância da presença de cães, e de outros animais, na rotina de crianças com problemas de comunicação, ajudando as famílias a ultrapassar algumas dificuldades do seu dia-a-dia.

Um estudo recente da Universidade de Lincoln, Inglaterra, veio mais uma vez confirmar esse fato, mas agora baseado em estudos levados a cabo por investigadores desta instituição. As conclusões deste estudo, que teve por base famílias com crianças autistas, foram apresentadas no decorrer de uma conferência da Royal Society of Medicine.

Logo à partida, a presença de um cão, independentemente da raça ou do tamanho, reduz os níveis de stress do agregado familiar e melhora o nível relacional entre todos os membros mas, mais importante que isso, ajuda as crianças a ultrapassar algumas dificuldades.

O estudo confirmou que existem melhorias evidentes na alimentação, no sono e no comportamento interpessoal das crianças envolvidas neste trabalho, mas também se notaram melhorias significativas na linguagem e nas rotinas diárias das crianças que sofrem destas problemáticas e que têm um cão.

Para chegar a estes resultados, foram estudadas quarenta famílias com crianças autistas. Em vinte delas, existe um cão em casa, nas outras não e as diferenças são muito evidentes em termos de benefícios para as famílias que possuem um ou mais cães em casa.

Uma dessas famílias só teve cão na altura em que começou o estudo, quatro meses antes de serem apresentados os primeiros resultados, e o filho, que até aí se mostrava ausente de tudo o que o rodeava, alterou completamente o seu comportamento. Agora comunica com a família em aspectos relacionados com a rotina diária do seu cão, Boogie, trata da alimentação do animal, penteia-o, vai com ele passear, e os pais notam melhorias significativas até em termos motores. O pai acredita que o fato de o cão fazer algumas coisas que o filho não conseguia fazer, pode tê-lo ajudado a tentar superar-se a partir da observação, talvez por a criança acreditar que, se o seu cão faz, ele também terá de fazer. As melhorias notam-se em coisas muito simples, mas importantes, como cuidar mais da sua higiene pessoal por sua própria vontade, sem serem os país a ter de insistir e acompanhar. Até em termos de linguagem a criança se tem superado, para contentamento óbvio dos pais, que acham que a chegada de Boggie a casa foi, de fato, o melhor que lhes poderia ter acontecido.

Desde o início do estudo, 1300 famílias que tiveram conhecimento dos trabalhos de investigação desta equipe contataram já os seus responsáveis, para saber o que podem fazer e como, tendo por base os resultados que têm sido obtidos.

O autismo não é uma problemática que se manifeste de forma igual em todas as pessoas. Existem diferentes síndromes, correspondentes a vários níveis de disfunção e mesmo dentro destas as manifestações podem ser muito diferentes, mas em todos os casos os benefícios do convívio com um animal são muito evidentes.

A equipe, que se depara com graves problemas financeiros para levar adiante os seus estudos, espera que essa situação se inverta e que seja possível ajudar muito mais famílias a melhorar a sua qualidade de vida. O objetivo é, principalmente, contribuir para que muitas crianças possam vir a ter uma vida mais independente, já que a receptividade a este tipo de intervenção tem sido encorajada e reconhecida por muitas famílias e profissionais que trabalham nesta área.

Texto retirado do site http://bicharada.net

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